China downplays economic advances
By Barbara Demick
Los Angeles Times, August 20, 2010
As China becomes the world's second-largest economy, officials are trumpeting the nation's problems, especially rural poverty. It's a mix of shrewd tactics and ingrained humility.
Reporting from Beijing
Who me, rich and powerful? China's official reaction this week to its latest milestone — surpassing Japan to become the world's second-largest economy — has been more modest than boastful.
Rather than flaunting its newfound status, China, the world's most populous nation but still roughly 100th in per capita income, is going through contortions to show that it really isn't that successful at all.
Since Monday, when Japan released economic data showing that its gross domestic product for the second quarter had slipped behind China's, Beijing has been trumpeting its shortcomings. In news conferences, on talk shows and in editorial pages, commentators have hastened to pooh-pooh the statistics, saying they are wrong, misleading or meaningless. They compare China not to Japan or the United States, but to Albania; both have annual per capita income of about $3,600.
This has not been a time for the Communist Party to boast about the fact that under its leadership, China has chalked up annual growth rates averaging 9% for the last two decades.
"There is little celebration in this land," sniffed the English-language China Daily in an editorial Thursday. "We have no time to be intoxicated by big numbers."
At a briefing Tuesday in Beijing, a Foreign Ministry official, Zhu Honghai, gave a lengthy enumeration of China's weaknesses: rural poverty, social disparities and low levels of investment in education, medical care and social security. Commerce Ministry spokesman Yao Jian advised reporters that "there are 150 million people who can't even reach the standard of $1 per day.... That's a fact about China."
On the talk show "Today Observed" on CCTV, economists chatted about why Chinese shouldn't be happy about overtaking Japan, while a flashing headline accused the foreign news media of "trying to flatter China to death."
A strange turn of phrase in a country where the foreign news media is often accused of "China bashing."
What, beyond truthfulness, is behind all the self-deprecation?
"China has played the underdog and victim for a long time and they're used to that role," suggested Patrick Chovanec, an associate professor at Tsinghua University's School of Economics and Management in Beijing. "There is an adolescent quality of not being comfortable with what you're becoming."
By insisting that it is still a "poor, developing nation," a phrase Beijing officials often repeat like a mantra, China is also able to beg off demands in negotiations over issues varying from climate change to trade balance.
"You have this strange contradiction. China is proud of what it has accomplished and wants to be a power, if not a superpower, but it feels if it is no longer seen as a developing country that would harm its interests," Chovanec said.
To some extent, China's expressions of humility might be a cultural reflex.
"As Chinese, we do things differently from the West. We are used to keeping a low profile and not bragging about any single achievement," said Zhang Yansheng, an economist at the National Development and Reform Commission. "And this is a country with such a long history that we know, no matter how much you achieve you might lose it."
Zhang points to the example of Japan, which in the mid-1990s enjoyed a per capita income well above that of the United States, but has since slipped behind.
The Japanese Cabinet reported Monday a second-quarter gross domestic product of $1.29 trillion, dropping behind China's $1.34 trillion in the world rankings (although China's per capita income remains one-tenth that of Japan's). Economists had anticipated China would overtake Japan sometime this year, with 2030 often mentioned as the year the Chinese economy is likely to move ahead of the United States'.
Some Chinese analysts believe that it was the spate of natural disasters — and the money poured into relief and rebuilding — that allowed China to move up the statistic ladder.
"The Chinese are not in high spirits at the moment," said Shi Yinhong, a professor of international relations at Beijing's People's University. "We feel that we still face so many difficulties and that we have not a friend in the world."
Times staff writer David Pierson and researchers Tommy Yang and Nicole Liu in The Times' Beijing Bureau contributed to this report.
Copyright © 2010, Los Angeles Times
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Friday, August 20, 2010
Tuesday, May 18, 2010
China and foreign companies: well, not allways linked...
O que é o 'novo protecionismo' chinês?
Dexter Roberts, BusinessWeek
Valor Econômico – 01/04/2010, pág. A14
Até não muito tempo atrás, os executivos ocidentais em viagem pela China podiam esperar recepções calorosas e banquetes com brindes intermináveis de maotai.
Comércio: USTR acusa Pequim de abusar de regulamentações e padrões que prejudicariam empresas americanas
Quase uma década depois de a China entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC), muitas empresas estrangeiras afirmam que a recepção calorosa que eles tinham antes esfriou. A China ainda pode ser altamente lucrativa, mas há quem questione por quanto tempo isso vai durar, uma vez que Pequim vem mudando as regras para estimular as companhias domésticas, especialmente as estatais. Um novo programa de aquisição de bens e serviços do governo conhecido como "inovação local" prevê regras que favorecem as empresas locais: ele poderá impedir vendas de bilhões de dólares por ano, segundo Joerg Wuttke, diretor da Câmara de Comércio da União Europeia na China.
O governo chinês impôs padrões rígidos para tudo, de telefones celulares a automóveis, sempre se referindo a eles de uma maneira que proporciona uma vantagem aos produtores domésticos. Uma lei de patentes que foi revista recentemente poderá forçar as companhias estrangeiras a transferir tecnologias importantes para os burocratas chineses. E regras antimonopólio vêm sendo usadas para limitar o acesso dos estrangeiros a setores como os de máquinas para construção e energia. "Eles desistiram de proporcionar condições iguais para todos, para beneficiar suas próprias companhias", diz Wuttke. As multinacionais "estão vendo a oportunidade dourada representada pela China se transformar em uma miragem", diz o diretor de uma grande empresa de tecnologia chinesa.
Ontem, o escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR Office) disse em um relatório que as práticas de regulamentação excessiva e de imposição de padrões estão prejudicando as companhias americanas.
Em janeiro, a Câmara do Comércio dos EUA, a Business Software Alliance e mais de uma dezena de outros grupos que representam centenas de multinacionais, como Microsoft, Boeing, Motorola, Caterpillar e United Technologies, mandaram uma carta à Casa Branca alertando para "esforços sistemáticos da China para desenvolver políticas que desenvolvem suas empresas em detrimento das empresas americanas". Os signatários pediram ao governo americano "uma atenção urgente à política de desenvolvimento da China, que representa um perigo imediato para as companhias dos EUA".
Mas o que seria esse novo protecionismo? Os chineses olham para o cenário de sua economia hoje e percebem que muita coisa pode ser melhorada. Depois de 30 anos atuando como "oficina" do mundo, produzindo principalmente produtos de baixo valor para marcas estrangeiras e mercados distantes, eles agora querem subir na cadeia de valor. Até agora eles foram capazes de capturar apenas uma fração do valor de um tênis da Nike ou o iPhone da Apple. E eles sabem que possuem um histórico fraco de criação de marcas globais.
Além da fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei, a gigante dos notebooks Lenovo, a comerciante de ferramentas Haier e talvez a fabricante de produtos eletrônicos de consumo TCL e as fabricantes de automóveis Geely e Chery, os chineses possuem poucas campeãs. Mesmo em casa, a General Motors (GM) e a Volkswagen (VW) disputam a liderança, enquanto a Nokia vende mais telefones celulares na China do que qualquer outra companhia, com uma participação de mercado de 32,9%. "As pessoas sentem que as marcas estrangeiras abocanharam uma participação de mercado muito grande", diz Wang Yong, diretor do Centro de Economia e Política Internacional da Universidade de Pequim.
A China tem hoje um superávit comercial de US$ 227 bilhões com os EUA, mas sua capacidade industrial vem lhe provocando problemas imensos com a poluição e o desperdício de energia. É compreensível que os chineses queiram algo melhor. "Eles querem ter companhias internacionais sofisticadas e querem dar a elas um empurrão", diz Kenneth Lieberthal, do Brookings Institution.
Além disso tudo, a China saiu relativamente incólume da crise financeira mundial. Como resultado, analistas políticos afirmam que os chineses olham para o resto do mundo e sentem-se bem menos intimidados e admirados do que antes. Há também uma sensação de que a liderança prévia do presidente Jiang Zemin e do primeiro-ministro Zhu Rongji foi muito condescendente em seu desejo de entrar para a OMC - com medidas como redução das tarifas sobre os produtos agrícolas e o fim das exigências de nacionalização para as montadoras estrangeiras. Agora, a China sente que precisa impor seus interesses econômicos.
Finalmente, a China observa como outros países - especialmente os EUA - usam padrões, regras e políticas de estímulo à compra de produtos locais, para construir seus próprios setores. Pequim sente-se mais que no direito de fazer o mesmo. Se as companhias estrangeiras reclamam publicamente - o que não fazem com frequência, já que o governo chinês tem se mostrado capaz de usar inspeções, atrasos nas aprovações e os tribunais para tornar miserável a vida daquelas que reclamam -, a China agora geralmente diz: "Mostrem onde violamos as regras da OMC".
Alguns analistas de cabeça fria classificam as atuais reclamações de exageradas. Charles Freeman, um especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, afirma que Pequim não pode impedir a entrada dos investidores estrangeiros porque precisa de sua propriedade intelectual, pois a tecnologia chinesa está atrás da ocidental, da japonesa e da coreana em muitos setores importantes.
Mas os atritos continuam aumentando. O ponto que poderá criar mais problemas é a briga com a moeda chinesa, o yuan. Em 16 de março, um grupo de senadores americanos anunciou um projeto de lei que pretende impor restrições duras contra a China pela manipulação que ela vem exercendo sobre sua moeda para incentivar as exportações. Lieberthal, do Brookings, diz que os pontos econômicos dessa argumentação são fracos: uma valorização de 20% do yuan baratearia apenas os custos de importação da China, no caso do petróleo e do minério de ferro, que ela usa para fabricar produtos que são exportados, de modo que os custos finais dos produtos direcionados para os EUA subiriam apenas um pouco.
Os esforços para o desenvolvimento de uma tecnologia local é o que realmente está preocupando as empresas americanas. Pequim vem elaborando "políticas bem diretas de favoritismo à industria estatal chinesa, que estão prejudicando as companhias estrangeiras", afirma James McGregor, autor de um livro sobre investimentos na China continental e ex-presidente da Câmara do Comércio Americana na China. "Estamos vendo uma grande mudança."
Novas regras que dão preferência aos fornecedores chineses para projetos do governo estão tornando difícil para a GE e outras fabricantes estrangeiras de turbinas eólicas conseguirem contratos na China, um mercado avaliado em cerca de US$ 14 bilhões por ano. A Hewlett-Packard (HP) diz que a agência de proteção ao consumidor da China vem criticando a maneira como a companhia conduz suas garantias e reparos em certos notebooks. É a primeira vez que a HP tem esse tipo de problema.
Em 16 de março, funcionários do governo da Província de Zhejiang confiscaram roupas feitas na Europa pela Versace, Hugo Boss e outras marcas de luxo. Uma agência do governo disse que muitas peças não passaram em testes de qualidade ou segurança, alegação que foi enfaticamente rejeitada pelas companhias. E, no ano passado, companhias de correio expresso internacionais foram impedias de fazer entregas domésticas de cartas e documentos. A regra "é injusta e é ruim para a China manter as companhias internacionais fora", disse a analistas D. Scott Davis, presidente do conselho de administração da UPS.
A entrada da China na OMC deveria ter facilitado as coisas para os investidores estrangeiros, que já foram cortejados com isenções fiscais e terrenos gratuitos. Depois que o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao assumiram, em 2002, as coisas começaram a esfriar. Isso está deixando as multinacionais bem menos otimistas com a China. Embora os estrangeiros tenham conseguido lucros substanciais na China continental, no ano passado a confiança em relação aos ganhos futuros foi abalada, segundo apontam pesquisas separadas realizadas pelas câmaras do comércio dos EUA e da Europa. Os dois grupos informaram que a maior parte de seus membros ganha dinheiro na China, mas as fileiras das empresas lucrativas estão diminuindo. Apenas um terço das companhias europeias afirma agora que estar otimista com as perspectivas de lucros, contra metade no ano passado. Uma pesquisa separada feita pela Câmara Americana do Comércio em Xangai mostra que 39% das empresas disseram que as receitas caíram em 2009, o maio número desde 1999.
Medidas do tipo olho por olho contra as fabricantes chinesas de pneus e tubos de aço e o frango americano poderão desembocar em uma guerra comercial declarada. Washington avalia se vai responder ao favoritismo chinês com medidas punitivas contra Pequim na OMC e na Comissão Internacional do Comércio dos EUA, segundo um funcionário graduado do Departamento do Comércio dos EUA. "O que me preocupa é que as relações sino-americanas estão se tornando mais antagonistas", afirma Kai-Fu Lee, um ex-executivo graduado da Microsoft e do Google na China. "Isso não é saudável."
Grande parte do mal-estar tem origem na política de inovações local. Introduzida primeiro como uma meta nacional mal definida, vários anos atrás, a iniciativa ganhou velocidade no quarto trimestre do ano passado, quando Pequim começou a oferecer isenções fiscais e subsídios para as companhias chinesas, dando a elas preferência nos contratos com o Estado. Os governos provinciais e municipais de toda a China vêm emitindo listas dos produtos que podem ser comprados por suas agências - de celulares a ervas medicinais tradicionais. Raramente uma dessas listas inclui produtos feitos por companhias estrangeiras, mesmo que fabricados na China. Xangai, por exemplo, divulgou uma lista de mais de 500 produtos aprovados - PCs da Lenovo, painéis solares da Chaori Solar e mais. Apenas dois itens são de empresas com ligações estrangeiras. Tecnicamente, essas políticas não violam as regras da OMC, uma vez que a China ainda não assinou um acordo que cubra as aquisições de bens e serviços pelo governo. Pequim diz que pretende assinar esse acordo neste ano, o que não significa que isso irá acontecer, já que solicitou um período de ativação de 15 anos.
Uma questão importante é se a China vai definir as aquisições de bens e serviços do governo a ponto de elas incluírem escolas, hospitais e empreendimentos estatais. Uma definição ampla poderá colocar bilhões de dólares em vendas de produtos de tecnologia fora do alcance das companhias não-chinesas. "Basicamente, essas regras vão manter afastadas não só as companhias americanas que estão aqui, mas também as vendas em bloco das empresas americanas que operam na China", diz John Frisbie, presidente do US-China Business Council, um grupo lobista de Washington que representa mais de 200 multinacionais como o Citigroup, IBM e Microsoft. Pequim, diz ele, "foi longe demais".
Uma lei de patentes que entrou em vigor em outubro inclui uma regra que forçará as empresas a requererem patentes ou marca registrada na China antes de fazerem isso nos mercados internacionais, se elas quiserem se qualificar para as aquisições de bens e serviços pelo governo. As companhias afirmam que isso torna impossível vender qualquer produto desenvolvido fora da China e daria aos burocratas chineses acesso a segredos comerciais. A lei poderá forçar empresas que usam patentes a "competir de maneira injusta" - conforme definido por uma medida vaga de 2008 -, liberando as patentes para uso pelas concorrentes. Raramente as companhias estrangeiras recuam com estardalhaço por temerem irritar os chineses. Um executivo de uma companhia de entrega expressa internacional diz que as empresas globalizadas do seu setor poderão ganhar uma ação na OMC envolvendo as regras do governo chinês que as impedem de realizar o serviço de entrega de cartas no país, mas ele diz que jamais entraria sozinho com uma ação; é quase certo que, se fizesse isso, sua companhia sofreria constrangimentos. Muitos estrangeiros evitam tomar ações legais porque sentem que o Judiciário favorece as empresas domésticas. "Reclamamos, mas não processamos", diz Mark Cohen, um advogado da Jones Day.
Essa atitude foi reforçada em abril, quando a fabricante francesa de produtos eletrônicos Schneider Electric chegou a um acordo numa disputa por patente que já durava três anos com a Chint Group, uma fabricante de transformadores e interruptores, por US$ 23 milhões. Advogados ocidentais familiarizados com o caso afirmam que na verdade foi a Chint que roubou tecnologia da Schneider, e não o contrário. Thomas Pattloch, diretor de Protocolo da Internet da Delegação Europeia em Pequim, diz que o caso ilustra as chamadas "junk patents" usadas pelos chineses contra companhias cujas patentes eles infringiram. "A corte fez tudo o que podia para ignorar as provas apresentadas pela Schneider", afirma Pattloch.
O gosto de Pequim pelas regras criou outra grande barreira. Todos os anos a China emite 10 mil novos padrões para setores que vão dos celulares à indústria automobilística. Isso é mais do que o registrado em todo o resto do mundo, afirma Klaus Ziegler, o funcionário da delegação da Comissão Europeia na China encarregado de padronização. As regras, criadas ostensivamente para proteger a saúde e a segurança dos consumidores e garantir que os produtos funcionem na China, são sempre elaboradas de uma maneira que beneficiam as companhias chinesas, afirmam investidores estrangeiros.
A Continental da Alemanha precisa lutar com regras que exigem que todos os pneus vendidos no país tenham suas letras de identificação e especificação impressas em caracteres chineses. Embora haja um padrão mundial para essas especificações, os chineses insistem em suas próprias regras - de modo que a Continental e outras fabricantes de pneus precisam produzir uma grande quantidade de moldes especiais que custam quase US$ 70 mil cada. Isso não é um problema muito grande para pneus que são vendidos em grandes quantidades, mas pode acabar com os lucros quando se trata de produtos especiais, como pneus para veículos industriais.
Os fabricantes de fogões a gás enfrentam problemas parecidos. Enterrada em 50 páginas de regras para os utensílios que funcionam a gás, está uma cláusula que diz que os queimadores precisam suportar temperaturas acima de 700º C. Isso é mais que o estabelecido em outras partes do mundo e significa que os queimadores não podem ser feitos de alumínio - o material mais comumente usado pelos fabricantes europeus. O resultado: vários fabricantes italianos foram fechados, afirma Ziegler, o oficial de padrões da Comunidade Europeia. "A China eliminou os fabricantes italianos", diz ele.
A pirataria de softwares na China é "incontrolável" e "priva as companhias de softwares dos EUA de bilhões de dólares todos os anos", disse Robert Holleyman, presidente da Business Software Alliance. Num outro lado do problema dos softwares, um executivo familiarizado com a fabricante de softwares alemã SAP diz que Pequim oferece isenções e outros incentivos para companhias que compram produtos da companhia concorrente local Kingdee.
Na área de serviços, continua sendo difícil dobrar a China. O setor de seguros, por exemplo, deveria ter sido aberto depois que a China entrou para a OMC. Mesmo assim a Chubb, a Liberty Mutual e a Zurich podem solicitar a abertura de só uma nova agência por vez - e demoram mais de 18 meses para conseguir a aprovação. "Existe essa mentalidade de que eles querem ajudar as companhias locais", diz um executivo de uma seguradora estrangeira. "E a maneira mais fácil de fazer isso é protegê-las da concorrência externa."
Alguns ocidentais creem que todos esses problemas têm origem nas negociações da China para entrar na OMC. Na corrida para conseguir o acesso a um mercado enorme, muitas coisas não foram feitas de maneira adequada as pessoas simplesmente esperaram que Pequim fosse interpretar o acordo de uma maneira que os estrangeiros considerariam justa. "Estavam todos concentrados na enormidade do que estava sendo conseguido, colocando a China na OMC", diz um executivo de um banco ocidental que opera em Xangai. "Eles acharam que poderiam dar um jeito nos detalhes depois."
(Copyright© 2010 The McGraw-Hill Companies Inc.)
Dexter Roberts, BusinessWeek
Valor Econômico – 01/04/2010, pág. A14
Até não muito tempo atrás, os executivos ocidentais em viagem pela China podiam esperar recepções calorosas e banquetes com brindes intermináveis de maotai.
Comércio: USTR acusa Pequim de abusar de regulamentações e padrões que prejudicariam empresas americanas
Quase uma década depois de a China entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC), muitas empresas estrangeiras afirmam que a recepção calorosa que eles tinham antes esfriou. A China ainda pode ser altamente lucrativa, mas há quem questione por quanto tempo isso vai durar, uma vez que Pequim vem mudando as regras para estimular as companhias domésticas, especialmente as estatais. Um novo programa de aquisição de bens e serviços do governo conhecido como "inovação local" prevê regras que favorecem as empresas locais: ele poderá impedir vendas de bilhões de dólares por ano, segundo Joerg Wuttke, diretor da Câmara de Comércio da União Europeia na China.
O governo chinês impôs padrões rígidos para tudo, de telefones celulares a automóveis, sempre se referindo a eles de uma maneira que proporciona uma vantagem aos produtores domésticos. Uma lei de patentes que foi revista recentemente poderá forçar as companhias estrangeiras a transferir tecnologias importantes para os burocratas chineses. E regras antimonopólio vêm sendo usadas para limitar o acesso dos estrangeiros a setores como os de máquinas para construção e energia. "Eles desistiram de proporcionar condições iguais para todos, para beneficiar suas próprias companhias", diz Wuttke. As multinacionais "estão vendo a oportunidade dourada representada pela China se transformar em uma miragem", diz o diretor de uma grande empresa de tecnologia chinesa.
Ontem, o escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR Office) disse em um relatório que as práticas de regulamentação excessiva e de imposição de padrões estão prejudicando as companhias americanas.
Em janeiro, a Câmara do Comércio dos EUA, a Business Software Alliance e mais de uma dezena de outros grupos que representam centenas de multinacionais, como Microsoft, Boeing, Motorola, Caterpillar e United Technologies, mandaram uma carta à Casa Branca alertando para "esforços sistemáticos da China para desenvolver políticas que desenvolvem suas empresas em detrimento das empresas americanas". Os signatários pediram ao governo americano "uma atenção urgente à política de desenvolvimento da China, que representa um perigo imediato para as companhias dos EUA".
Mas o que seria esse novo protecionismo? Os chineses olham para o cenário de sua economia hoje e percebem que muita coisa pode ser melhorada. Depois de 30 anos atuando como "oficina" do mundo, produzindo principalmente produtos de baixo valor para marcas estrangeiras e mercados distantes, eles agora querem subir na cadeia de valor. Até agora eles foram capazes de capturar apenas uma fração do valor de um tênis da Nike ou o iPhone da Apple. E eles sabem que possuem um histórico fraco de criação de marcas globais.
Além da fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei, a gigante dos notebooks Lenovo, a comerciante de ferramentas Haier e talvez a fabricante de produtos eletrônicos de consumo TCL e as fabricantes de automóveis Geely e Chery, os chineses possuem poucas campeãs. Mesmo em casa, a General Motors (GM) e a Volkswagen (VW) disputam a liderança, enquanto a Nokia vende mais telefones celulares na China do que qualquer outra companhia, com uma participação de mercado de 32,9%. "As pessoas sentem que as marcas estrangeiras abocanharam uma participação de mercado muito grande", diz Wang Yong, diretor do Centro de Economia e Política Internacional da Universidade de Pequim.
A China tem hoje um superávit comercial de US$ 227 bilhões com os EUA, mas sua capacidade industrial vem lhe provocando problemas imensos com a poluição e o desperdício de energia. É compreensível que os chineses queiram algo melhor. "Eles querem ter companhias internacionais sofisticadas e querem dar a elas um empurrão", diz Kenneth Lieberthal, do Brookings Institution.
Além disso tudo, a China saiu relativamente incólume da crise financeira mundial. Como resultado, analistas políticos afirmam que os chineses olham para o resto do mundo e sentem-se bem menos intimidados e admirados do que antes. Há também uma sensação de que a liderança prévia do presidente Jiang Zemin e do primeiro-ministro Zhu Rongji foi muito condescendente em seu desejo de entrar para a OMC - com medidas como redução das tarifas sobre os produtos agrícolas e o fim das exigências de nacionalização para as montadoras estrangeiras. Agora, a China sente que precisa impor seus interesses econômicos.
Finalmente, a China observa como outros países - especialmente os EUA - usam padrões, regras e políticas de estímulo à compra de produtos locais, para construir seus próprios setores. Pequim sente-se mais que no direito de fazer o mesmo. Se as companhias estrangeiras reclamam publicamente - o que não fazem com frequência, já que o governo chinês tem se mostrado capaz de usar inspeções, atrasos nas aprovações e os tribunais para tornar miserável a vida daquelas que reclamam -, a China agora geralmente diz: "Mostrem onde violamos as regras da OMC".
Alguns analistas de cabeça fria classificam as atuais reclamações de exageradas. Charles Freeman, um especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, afirma que Pequim não pode impedir a entrada dos investidores estrangeiros porque precisa de sua propriedade intelectual, pois a tecnologia chinesa está atrás da ocidental, da japonesa e da coreana em muitos setores importantes.
Mas os atritos continuam aumentando. O ponto que poderá criar mais problemas é a briga com a moeda chinesa, o yuan. Em 16 de março, um grupo de senadores americanos anunciou um projeto de lei que pretende impor restrições duras contra a China pela manipulação que ela vem exercendo sobre sua moeda para incentivar as exportações. Lieberthal, do Brookings, diz que os pontos econômicos dessa argumentação são fracos: uma valorização de 20% do yuan baratearia apenas os custos de importação da China, no caso do petróleo e do minério de ferro, que ela usa para fabricar produtos que são exportados, de modo que os custos finais dos produtos direcionados para os EUA subiriam apenas um pouco.
Os esforços para o desenvolvimento de uma tecnologia local é o que realmente está preocupando as empresas americanas. Pequim vem elaborando "políticas bem diretas de favoritismo à industria estatal chinesa, que estão prejudicando as companhias estrangeiras", afirma James McGregor, autor de um livro sobre investimentos na China continental e ex-presidente da Câmara do Comércio Americana na China. "Estamos vendo uma grande mudança."
Novas regras que dão preferência aos fornecedores chineses para projetos do governo estão tornando difícil para a GE e outras fabricantes estrangeiras de turbinas eólicas conseguirem contratos na China, um mercado avaliado em cerca de US$ 14 bilhões por ano. A Hewlett-Packard (HP) diz que a agência de proteção ao consumidor da China vem criticando a maneira como a companhia conduz suas garantias e reparos em certos notebooks. É a primeira vez que a HP tem esse tipo de problema.
Em 16 de março, funcionários do governo da Província de Zhejiang confiscaram roupas feitas na Europa pela Versace, Hugo Boss e outras marcas de luxo. Uma agência do governo disse que muitas peças não passaram em testes de qualidade ou segurança, alegação que foi enfaticamente rejeitada pelas companhias. E, no ano passado, companhias de correio expresso internacionais foram impedias de fazer entregas domésticas de cartas e documentos. A regra "é injusta e é ruim para a China manter as companhias internacionais fora", disse a analistas D. Scott Davis, presidente do conselho de administração da UPS.
A entrada da China na OMC deveria ter facilitado as coisas para os investidores estrangeiros, que já foram cortejados com isenções fiscais e terrenos gratuitos. Depois que o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao assumiram, em 2002, as coisas começaram a esfriar. Isso está deixando as multinacionais bem menos otimistas com a China. Embora os estrangeiros tenham conseguido lucros substanciais na China continental, no ano passado a confiança em relação aos ganhos futuros foi abalada, segundo apontam pesquisas separadas realizadas pelas câmaras do comércio dos EUA e da Europa. Os dois grupos informaram que a maior parte de seus membros ganha dinheiro na China, mas as fileiras das empresas lucrativas estão diminuindo. Apenas um terço das companhias europeias afirma agora que estar otimista com as perspectivas de lucros, contra metade no ano passado. Uma pesquisa separada feita pela Câmara Americana do Comércio em Xangai mostra que 39% das empresas disseram que as receitas caíram em 2009, o maio número desde 1999.
Medidas do tipo olho por olho contra as fabricantes chinesas de pneus e tubos de aço e o frango americano poderão desembocar em uma guerra comercial declarada. Washington avalia se vai responder ao favoritismo chinês com medidas punitivas contra Pequim na OMC e na Comissão Internacional do Comércio dos EUA, segundo um funcionário graduado do Departamento do Comércio dos EUA. "O que me preocupa é que as relações sino-americanas estão se tornando mais antagonistas", afirma Kai-Fu Lee, um ex-executivo graduado da Microsoft e do Google na China. "Isso não é saudável."
Grande parte do mal-estar tem origem na política de inovações local. Introduzida primeiro como uma meta nacional mal definida, vários anos atrás, a iniciativa ganhou velocidade no quarto trimestre do ano passado, quando Pequim começou a oferecer isenções fiscais e subsídios para as companhias chinesas, dando a elas preferência nos contratos com o Estado. Os governos provinciais e municipais de toda a China vêm emitindo listas dos produtos que podem ser comprados por suas agências - de celulares a ervas medicinais tradicionais. Raramente uma dessas listas inclui produtos feitos por companhias estrangeiras, mesmo que fabricados na China. Xangai, por exemplo, divulgou uma lista de mais de 500 produtos aprovados - PCs da Lenovo, painéis solares da Chaori Solar e mais. Apenas dois itens são de empresas com ligações estrangeiras. Tecnicamente, essas políticas não violam as regras da OMC, uma vez que a China ainda não assinou um acordo que cubra as aquisições de bens e serviços pelo governo. Pequim diz que pretende assinar esse acordo neste ano, o que não significa que isso irá acontecer, já que solicitou um período de ativação de 15 anos.
Uma questão importante é se a China vai definir as aquisições de bens e serviços do governo a ponto de elas incluírem escolas, hospitais e empreendimentos estatais. Uma definição ampla poderá colocar bilhões de dólares em vendas de produtos de tecnologia fora do alcance das companhias não-chinesas. "Basicamente, essas regras vão manter afastadas não só as companhias americanas que estão aqui, mas também as vendas em bloco das empresas americanas que operam na China", diz John Frisbie, presidente do US-China Business Council, um grupo lobista de Washington que representa mais de 200 multinacionais como o Citigroup, IBM e Microsoft. Pequim, diz ele, "foi longe demais".
Uma lei de patentes que entrou em vigor em outubro inclui uma regra que forçará as empresas a requererem patentes ou marca registrada na China antes de fazerem isso nos mercados internacionais, se elas quiserem se qualificar para as aquisições de bens e serviços pelo governo. As companhias afirmam que isso torna impossível vender qualquer produto desenvolvido fora da China e daria aos burocratas chineses acesso a segredos comerciais. A lei poderá forçar empresas que usam patentes a "competir de maneira injusta" - conforme definido por uma medida vaga de 2008 -, liberando as patentes para uso pelas concorrentes. Raramente as companhias estrangeiras recuam com estardalhaço por temerem irritar os chineses. Um executivo de uma companhia de entrega expressa internacional diz que as empresas globalizadas do seu setor poderão ganhar uma ação na OMC envolvendo as regras do governo chinês que as impedem de realizar o serviço de entrega de cartas no país, mas ele diz que jamais entraria sozinho com uma ação; é quase certo que, se fizesse isso, sua companhia sofreria constrangimentos. Muitos estrangeiros evitam tomar ações legais porque sentem que o Judiciário favorece as empresas domésticas. "Reclamamos, mas não processamos", diz Mark Cohen, um advogado da Jones Day.
Essa atitude foi reforçada em abril, quando a fabricante francesa de produtos eletrônicos Schneider Electric chegou a um acordo numa disputa por patente que já durava três anos com a Chint Group, uma fabricante de transformadores e interruptores, por US$ 23 milhões. Advogados ocidentais familiarizados com o caso afirmam que na verdade foi a Chint que roubou tecnologia da Schneider, e não o contrário. Thomas Pattloch, diretor de Protocolo da Internet da Delegação Europeia em Pequim, diz que o caso ilustra as chamadas "junk patents" usadas pelos chineses contra companhias cujas patentes eles infringiram. "A corte fez tudo o que podia para ignorar as provas apresentadas pela Schneider", afirma Pattloch.
O gosto de Pequim pelas regras criou outra grande barreira. Todos os anos a China emite 10 mil novos padrões para setores que vão dos celulares à indústria automobilística. Isso é mais do que o registrado em todo o resto do mundo, afirma Klaus Ziegler, o funcionário da delegação da Comissão Europeia na China encarregado de padronização. As regras, criadas ostensivamente para proteger a saúde e a segurança dos consumidores e garantir que os produtos funcionem na China, são sempre elaboradas de uma maneira que beneficiam as companhias chinesas, afirmam investidores estrangeiros.
A Continental da Alemanha precisa lutar com regras que exigem que todos os pneus vendidos no país tenham suas letras de identificação e especificação impressas em caracteres chineses. Embora haja um padrão mundial para essas especificações, os chineses insistem em suas próprias regras - de modo que a Continental e outras fabricantes de pneus precisam produzir uma grande quantidade de moldes especiais que custam quase US$ 70 mil cada. Isso não é um problema muito grande para pneus que são vendidos em grandes quantidades, mas pode acabar com os lucros quando se trata de produtos especiais, como pneus para veículos industriais.
Os fabricantes de fogões a gás enfrentam problemas parecidos. Enterrada em 50 páginas de regras para os utensílios que funcionam a gás, está uma cláusula que diz que os queimadores precisam suportar temperaturas acima de 700º C. Isso é mais que o estabelecido em outras partes do mundo e significa que os queimadores não podem ser feitos de alumínio - o material mais comumente usado pelos fabricantes europeus. O resultado: vários fabricantes italianos foram fechados, afirma Ziegler, o oficial de padrões da Comunidade Europeia. "A China eliminou os fabricantes italianos", diz ele.
A pirataria de softwares na China é "incontrolável" e "priva as companhias de softwares dos EUA de bilhões de dólares todos os anos", disse Robert Holleyman, presidente da Business Software Alliance. Num outro lado do problema dos softwares, um executivo familiarizado com a fabricante de softwares alemã SAP diz que Pequim oferece isenções e outros incentivos para companhias que compram produtos da companhia concorrente local Kingdee.
Na área de serviços, continua sendo difícil dobrar a China. O setor de seguros, por exemplo, deveria ter sido aberto depois que a China entrou para a OMC. Mesmo assim a Chubb, a Liberty Mutual e a Zurich podem solicitar a abertura de só uma nova agência por vez - e demoram mais de 18 meses para conseguir a aprovação. "Existe essa mentalidade de que eles querem ajudar as companhias locais", diz um executivo de uma seguradora estrangeira. "E a maneira mais fácil de fazer isso é protegê-las da concorrência externa."
Alguns ocidentais creem que todos esses problemas têm origem nas negociações da China para entrar na OMC. Na corrida para conseguir o acesso a um mercado enorme, muitas coisas não foram feitas de maneira adequada as pessoas simplesmente esperaram que Pequim fosse interpretar o acordo de uma maneira que os estrangeiros considerariam justa. "Estavam todos concentrados na enormidade do que estava sendo conseguido, colocando a China na OMC", diz um executivo de um banco ocidental que opera em Xangai. "Eles acharam que poderiam dar um jeito nos detalhes depois."
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Wednesday, April 7, 2010
375) Shanghai Expo, selon Le Monde
Pour ne rien manquer de Shanghaï 2010
Martine Picouët
Le Monde, 07.04.2010
En 1910, l'écrivain chinois Lu Shi'e prédit l'organisation de l'Exposition universelle à Shanghaï dans les cent ans à venir. Un siècle plus tard, la capitale économique chinoise et ses 15 millions d'habitants accueillent, à partir du 1er mai, la 73e Exposition universelle sur le thème "Meilleure ville, meilleure vie".
Pour faire partie des quelque 70 millions de visiteurs attendus dans la ville jusqu'au 31 octobre, date de clôture de l'Exposition, il n'est pas encore trop tard pour réserver son voyage.
DES OFFRES ATTRACTIVES
La Maison de la Chine propose un voyage de six jours "Escapade à Shanghaï expo U" au départ de Paris à partir de 1 030 euros TTC du 15 mai au 28 juillet. En version luxe, compter au moins 2 580 euros pour 7 jours et 5 nuits. Voyageurs du monde propose des séjours 6 jours et 4 nuits à Shanghaï à partir de 1 200 euros avec hôtel 3 étoiles. Pour un voyage de 9 jours/6 nuits en 5 étoiles et accompagné d'un guide francophone, le tarif monte à 2 200 euros. Un prix qui varie selon les dates de départ. En plein été, les tarifs peuvent être majorés de 30 % à 50 %.
Le spécialiste de la région, Asia, a construit spécialement trois voyages en solo : "Escapade à Shanghaï", 7 jours/4 nuits jusqu'au 25 juin (839 euros TTC), "Shanghai expo", départ du 1er mai au 26 octobre (1 349 euros TTC) et "Chine des contrastes", avec 3 nuits à Pékin et 4 nuits à Shanghaï, départ entre le 1er mai et le 23 octobre (3 694 euros TTC).
DES CIRCUITS EN CHINE
Pour ceux qui partent plus longtemps, Jetset propose un circuit en Chine, permettant de découvrir Pékin et Shanghaï en 10 jours et 8 nuits à partir de 1 490 euros.
La plupart des opérateurs ont ajouté une ou deux journées à Shanghaï en début ou fin de séjour. Ainsi, Nouvelles Frontières a inclus l'Exposition universelle dans deux de ses circuits traditionnels, "Chine traditionnelle" et "Majestueux Yang-Tsé".
Pour le voyageur qui organise lui-même son séjour en Chine, Air France propose des allers-retours Paris-Shanghaï à partir de 771 euros TTC. China Eastern joue la concurrence avec un tarif à 750 euros en mai. En haute saison, compter au moins 1 000 à 1 100 euros.
500 000 LITS
Côté hébergement, la ville dispose de plus de 500 000 lits, de l'auberge de jeunesse jusqu'à l'hôtel 5 étoiles sur les toits de la ville. Pour les nostalgiques, l'Astor House, où séjournèrent Joseph Kessel, André Malraux, Albert Einstein et Charlie Chaplin, demeure une référence. La Shanghaï City Tour Card permet de bénéficier de tarifs réduits dans les hôtels mais aussi les agences de voyages, les magasins, les sites touristiques, les restaurants et les transports publics. Elle peut également être utilisée comme moyen de paiement dans le métro, pour l'autobus, le taxi et le ferry. On peut se la procurer dans les agences de la Shanghaï Pudong Development Bank et de l'Industrial and Commercial Bank of China.
EVITER L'ÉTÉ
Que ce soit pour des raisons économiques ou climatiques, les meilleures saisons pour voyager sont le printemps et l'automne. Le thermomètre ne dépasse pas les 20 à 25°C contre 35 à 40°C en juillet-aout. Eviter de revenir en France la seconde quinzaine d'août pour ne pas coïncider avec le retour des étudiants chinois dans l'Hexagone. Proscrire également la première semaine d'octobre, date des vacances des Chinois, à l'occasion de la fête nationale, et les dix derniers jours du mois. A l'approche de la cérémonie de clôture de l'Exposition, de nombreux sites seront inaccessibles au public.
L'EXPO ET SES ALENTOURS
L'Exposition regroupe sur un peu plus de 5 km2 une centaine de pavillons nationaux. Le pavillon français, conçu par l'architecte Jacques Ferrier, se présente comme un immense quadrilatère enserré dans une résille de béton léger, flottant au-dessus de l'eau. Sur le toit, le 6e Sens, le restaurant des frères Pourcel, offre une vue imprenable sur les jardins et le fleuve.
Du haut de ses 60 mètres, le pavillon chinois, en forme de pyramide inversée, domine les autres bâtiments. Un gigantisme que représente bien la Shanghaï de 2010 avec Pudong (la nouvelle ville) sur la rive est du Huangpu, et Puxi (la vieille ville) à l'ouest. Deux parties d'une seule ville définitivement tournée vers le futur et que certains surnomment "la New York du XXIe siècle". A l'ouest s'étend le Bund (célèbre boulevard le long du fleuve Huangpu), avec les anciennes concessions étrangères, les monuments néoclassiques des années 1930, le jardin Yu, le Musée de Shanghaï, les rues commerçantes. Mais aussi les bars, les restaurants et les night-clubs branchés.
Les terrasses du Musée de la poste et du Bar Rouge offrent de belles perspectives sur le Bund et sur la ville nouvelle. Parmi les adresses moins connues, on peut essayer le New Eight, au numéro 3 du Bund, intallé au dernier étage d'une ancienne banque. Pas question de quitter Shanghaï sans découvrir la campagne du Jiangnan vers Suzhou et Tongli, les anciennes "Venise" chinoises. Pour ceux qui en douteraient, il existe un proverbe chinois qui dit : "Au ciel il y a un paradis, sur terre il y a Hangzhou, autour du lac de l'Ouest, et Suzhou, la ville des jardins chinois."
Martine Picouët
Article paru dans l'édition du 08.04.10
Y aller: Plusieurs voyagistes proposent des séjours avec vol pour l'Exposition universelle :
Asia.fr, tél. : 0825-897-602 ;
Voyageurs du monde : vdm.com, tél. : 0892-23-79-79 ; Orients.com, tél. : 01-40-51-10-40 ; Maisondelachine.fr, tél. : 01-40-51-95-00.
Anseltravel.com, tél. : 01-45-62-36-47 ; Nouvelles-frontieres.fr, tél. : 0825-000-825 ;
Via-chine.fr, tél. : 01-46-59-03-22 ; Anseltravel.com, tél. : 01-45-62-36-47 ; Agencechinetourisme.fr, tél. : 01-42-78-08-88.
Pratique Décalage horaire : plus six heures. Accès à l'exposition : de 16 à 20 euros selon les jours (gratuit pour les enfants mesurant moins de 1,20 m). En vente à l'Agence Chine Tourisme, à Paris. Pass trois jours (45 €), une semaine (100 €), en vente sur place.Change : le yuan - ou renminbi - (CNY) ne s'achète qu'en Chine. 10 yuans = 1,09 euro environ.
A voir Jusqu'au 11 septembre, exposition de photos, "Shanghaï universelle", de Yann Layma, Chen Haiwen, Cui Xinhua, Kou Shanqin, Yin Liqin, Fang Xiaoming, Yong He, à la Maison de la Chine, à Paris.
A lire Guide du routard Chine, plan de l'expo de Shanghaï, (Hachette, 2010, 700 p., 14,90 €) ; Cartoville Shanghaï (Gallimard, 2009, 48 p., 8,40 €) ; Lonely Planet (2009, 1 048 p., 32 €).
Renseignements Exposition universelle : shanghai2010.fr, expo2010.cn ; Pavillon-France.com ; Office national du tourisme de Chine : Otchine.com
Martine Picouët
Le Monde, 07.04.2010
En 1910, l'écrivain chinois Lu Shi'e prédit l'organisation de l'Exposition universelle à Shanghaï dans les cent ans à venir. Un siècle plus tard, la capitale économique chinoise et ses 15 millions d'habitants accueillent, à partir du 1er mai, la 73e Exposition universelle sur le thème "Meilleure ville, meilleure vie".
Pour faire partie des quelque 70 millions de visiteurs attendus dans la ville jusqu'au 31 octobre, date de clôture de l'Exposition, il n'est pas encore trop tard pour réserver son voyage.
DES OFFRES ATTRACTIVES
La Maison de la Chine propose un voyage de six jours "Escapade à Shanghaï expo U" au départ de Paris à partir de 1 030 euros TTC du 15 mai au 28 juillet. En version luxe, compter au moins 2 580 euros pour 7 jours et 5 nuits. Voyageurs du monde propose des séjours 6 jours et 4 nuits à Shanghaï à partir de 1 200 euros avec hôtel 3 étoiles. Pour un voyage de 9 jours/6 nuits en 5 étoiles et accompagné d'un guide francophone, le tarif monte à 2 200 euros. Un prix qui varie selon les dates de départ. En plein été, les tarifs peuvent être majorés de 30 % à 50 %.
Le spécialiste de la région, Asia, a construit spécialement trois voyages en solo : "Escapade à Shanghaï", 7 jours/4 nuits jusqu'au 25 juin (839 euros TTC), "Shanghai expo", départ du 1er mai au 26 octobre (1 349 euros TTC) et "Chine des contrastes", avec 3 nuits à Pékin et 4 nuits à Shanghaï, départ entre le 1er mai et le 23 octobre (3 694 euros TTC).
DES CIRCUITS EN CHINE
Pour ceux qui partent plus longtemps, Jetset propose un circuit en Chine, permettant de découvrir Pékin et Shanghaï en 10 jours et 8 nuits à partir de 1 490 euros.
La plupart des opérateurs ont ajouté une ou deux journées à Shanghaï en début ou fin de séjour. Ainsi, Nouvelles Frontières a inclus l'Exposition universelle dans deux de ses circuits traditionnels, "Chine traditionnelle" et "Majestueux Yang-Tsé".
Pour le voyageur qui organise lui-même son séjour en Chine, Air France propose des allers-retours Paris-Shanghaï à partir de 771 euros TTC. China Eastern joue la concurrence avec un tarif à 750 euros en mai. En haute saison, compter au moins 1 000 à 1 100 euros.
500 000 LITS
Côté hébergement, la ville dispose de plus de 500 000 lits, de l'auberge de jeunesse jusqu'à l'hôtel 5 étoiles sur les toits de la ville. Pour les nostalgiques, l'Astor House, où séjournèrent Joseph Kessel, André Malraux, Albert Einstein et Charlie Chaplin, demeure une référence. La Shanghaï City Tour Card permet de bénéficier de tarifs réduits dans les hôtels mais aussi les agences de voyages, les magasins, les sites touristiques, les restaurants et les transports publics. Elle peut également être utilisée comme moyen de paiement dans le métro, pour l'autobus, le taxi et le ferry. On peut se la procurer dans les agences de la Shanghaï Pudong Development Bank et de l'Industrial and Commercial Bank of China.
EVITER L'ÉTÉ
Que ce soit pour des raisons économiques ou climatiques, les meilleures saisons pour voyager sont le printemps et l'automne. Le thermomètre ne dépasse pas les 20 à 25°C contre 35 à 40°C en juillet-aout. Eviter de revenir en France la seconde quinzaine d'août pour ne pas coïncider avec le retour des étudiants chinois dans l'Hexagone. Proscrire également la première semaine d'octobre, date des vacances des Chinois, à l'occasion de la fête nationale, et les dix derniers jours du mois. A l'approche de la cérémonie de clôture de l'Exposition, de nombreux sites seront inaccessibles au public.
L'EXPO ET SES ALENTOURS
L'Exposition regroupe sur un peu plus de 5 km2 une centaine de pavillons nationaux. Le pavillon français, conçu par l'architecte Jacques Ferrier, se présente comme un immense quadrilatère enserré dans une résille de béton léger, flottant au-dessus de l'eau. Sur le toit, le 6e Sens, le restaurant des frères Pourcel, offre une vue imprenable sur les jardins et le fleuve.
Du haut de ses 60 mètres, le pavillon chinois, en forme de pyramide inversée, domine les autres bâtiments. Un gigantisme que représente bien la Shanghaï de 2010 avec Pudong (la nouvelle ville) sur la rive est du Huangpu, et Puxi (la vieille ville) à l'ouest. Deux parties d'une seule ville définitivement tournée vers le futur et que certains surnomment "la New York du XXIe siècle". A l'ouest s'étend le Bund (célèbre boulevard le long du fleuve Huangpu), avec les anciennes concessions étrangères, les monuments néoclassiques des années 1930, le jardin Yu, le Musée de Shanghaï, les rues commerçantes. Mais aussi les bars, les restaurants et les night-clubs branchés.
Les terrasses du Musée de la poste et du Bar Rouge offrent de belles perspectives sur le Bund et sur la ville nouvelle. Parmi les adresses moins connues, on peut essayer le New Eight, au numéro 3 du Bund, intallé au dernier étage d'une ancienne banque. Pas question de quitter Shanghaï sans découvrir la campagne du Jiangnan vers Suzhou et Tongli, les anciennes "Venise" chinoises. Pour ceux qui en douteraient, il existe un proverbe chinois qui dit : "Au ciel il y a un paradis, sur terre il y a Hangzhou, autour du lac de l'Ouest, et Suzhou, la ville des jardins chinois."
Martine Picouët
Article paru dans l'édition du 08.04.10
Y aller: Plusieurs voyagistes proposent des séjours avec vol pour l'Exposition universelle :
Asia.fr, tél. : 0825-897-602 ;
Voyageurs du monde : vdm.com, tél. : 0892-23-79-79 ; Orients.com, tél. : 01-40-51-10-40 ; Maisondelachine.fr, tél. : 01-40-51-95-00.
Anseltravel.com, tél. : 01-45-62-36-47 ; Nouvelles-frontieres.fr, tél. : 0825-000-825 ;
Via-chine.fr, tél. : 01-46-59-03-22 ; Anseltravel.com, tél. : 01-45-62-36-47 ; Agencechinetourisme.fr, tél. : 01-42-78-08-88.
Pratique Décalage horaire : plus six heures. Accès à l'exposition : de 16 à 20 euros selon les jours (gratuit pour les enfants mesurant moins de 1,20 m). En vente à l'Agence Chine Tourisme, à Paris. Pass trois jours (45 €), une semaine (100 €), en vente sur place.Change : le yuan - ou renminbi - (CNY) ne s'achète qu'en Chine. 10 yuans = 1,09 euro environ.
A voir Jusqu'au 11 septembre, exposition de photos, "Shanghaï universelle", de Yann Layma, Chen Haiwen, Cui Xinhua, Kou Shanqin, Yin Liqin, Fang Xiaoming, Yong He, à la Maison de la Chine, à Paris.
A lire Guide du routard Chine, plan de l'expo de Shanghaï, (Hachette, 2010, 700 p., 14,90 €) ; Cartoville Shanghaï (Gallimard, 2009, 48 p., 8,40 €) ; Lonely Planet (2009, 1 048 p., 32 €).
Renseignements Exposition universelle : shanghai2010.fr, expo2010.cn ; Pavillon-France.com ; Office national du tourisme de Chine : Otchine.com
Tuesday, April 6, 2010
372) Insecurite Miniere au Shanxi - Le Monde
La province du Shanxi, haut lieu de l'insécurité minière
Bruno Philip - correspondant Pékin
LE MONDE, 06.04.2010
'événement est si rare dans l'histoire des accidents miniers en Chine qu'il fait l'objet d'une couverture médiatique sans précédent. Mardi 6 avril, la presse chinoise fait une fois de plus ses gros titres avec le sauvetage de 115 mineurs de fond, retrouvés vivants après avoir passé huit jours piégés au fond d'une mine de la province du Shanxi, au sud-ouest de Pékin, après une inondation dans les galeries.
Mais la télévision et les agences de presse ont dû aussi annoncer une mauvaise nouvelle après la découverte de 5 corps de mineurs. Au total, 153 ouvriers étaient au travail quand l'inondation s'est produite le 28 mars. Les recherches étaient toujours en cours, mardi, pour tenter de retrouver d'autres survivants.
Cette province du Shanxi est la plus touchée par les catastrophes minières car son sous-sol recèle encore 260 milliards de tonnes de charbon, selon les estimations de la presse chinoise, soit un tiers des réserves du pays tout entier.
Les mines d'Etat ou privées – ces dernières parfois illégales – abondent dans cette région où les désastres se produisent à une cadence si accélérée que l'on y assiste à une valse permanente de gouverneurs et de maires limogés pour leur responsabilité dans le faible niveau de sécurité dans les mines.
Des efforts ont cependant été faits ces derniers temps pour rendre les exploitations moins dangereuses en fusionnant mines publiques et privées tout en fermant de force les "clandestines". L'objectif serait de réduire à une centaine le nombre de mines d'ici à la fin de l'année dans cette province. On en dénombre 2 200 pour l'instant…
Conséquence de ces mesures, le nombre de victimes d'accidents a chuté de 40 % entre 2008 et 2009, si l'on en croit les statistiques officielles. Plus de 200 mineurs sont tout de même morts l'année dernière dans le Shanxi, 2 500 autres ont subi le même sort dans tout le pays en 2009, soit la moitié "seulement" du nombre de tués en 2005.
"L'UN DES SAUVETAGES LES PLUS INCROYABLES"
"C'est un miracle dans l'histoire des sauvetages de mineurs", s'est exclamé au cours d'une conférence de presse Lou Lin, responsable du département des questions de sécurité au travail. "C'est probablement l'un des sauvetages les plus incroyables dans l'histoire mondiale des accidents miniers", renchérit David Feickert, expert étranger pour le gouvernement chinois, cité dans l'édition anglophone du quotidien Global Times.
La télévision nationale a montré, mardi, les images des "miraculés", allongés sur des civières, les yeux bandés pour ne pas être blessés par l'éclat de la lumière au terme de leur longue attente dans l'obscurité depuis que l'eau s'était engouffrée, le 28 mars, dans les galeries de cette mine de la province du Shanxi, au sud-ouest de Pékin.
Ceux qui ont échappé à l'accident ont raconté avoir bu de l'eau croupie et mangé des bouts de papiers… Certains d'entre-eux s'étaient attachés au mur avec leurs ceintures afin de ne pas tomber dans l'eau en s'endormant.
L'espoir des sauveteurs avait filtré dès lundi, 190 heures après l'accident, quand ces derniers avaient entendu des coups frappés sur une canalisation depuis le fond de la mine. Les neuf premiers survivants ont pu être sortis du trou lundi à minuit, heure chinoise.
Article paru dans l'édition du 07.04.10
Bruno Philip - correspondant Pékin
LE MONDE, 06.04.2010
'événement est si rare dans l'histoire des accidents miniers en Chine qu'il fait l'objet d'une couverture médiatique sans précédent. Mardi 6 avril, la presse chinoise fait une fois de plus ses gros titres avec le sauvetage de 115 mineurs de fond, retrouvés vivants après avoir passé huit jours piégés au fond d'une mine de la province du Shanxi, au sud-ouest de Pékin, après une inondation dans les galeries.
Mais la télévision et les agences de presse ont dû aussi annoncer une mauvaise nouvelle après la découverte de 5 corps de mineurs. Au total, 153 ouvriers étaient au travail quand l'inondation s'est produite le 28 mars. Les recherches étaient toujours en cours, mardi, pour tenter de retrouver d'autres survivants.
Cette province du Shanxi est la plus touchée par les catastrophes minières car son sous-sol recèle encore 260 milliards de tonnes de charbon, selon les estimations de la presse chinoise, soit un tiers des réserves du pays tout entier.
Les mines d'Etat ou privées – ces dernières parfois illégales – abondent dans cette région où les désastres se produisent à une cadence si accélérée que l'on y assiste à une valse permanente de gouverneurs et de maires limogés pour leur responsabilité dans le faible niveau de sécurité dans les mines.
Des efforts ont cependant été faits ces derniers temps pour rendre les exploitations moins dangereuses en fusionnant mines publiques et privées tout en fermant de force les "clandestines". L'objectif serait de réduire à une centaine le nombre de mines d'ici à la fin de l'année dans cette province. On en dénombre 2 200 pour l'instant…
Conséquence de ces mesures, le nombre de victimes d'accidents a chuté de 40 % entre 2008 et 2009, si l'on en croit les statistiques officielles. Plus de 200 mineurs sont tout de même morts l'année dernière dans le Shanxi, 2 500 autres ont subi le même sort dans tout le pays en 2009, soit la moitié "seulement" du nombre de tués en 2005.
"L'UN DES SAUVETAGES LES PLUS INCROYABLES"
"C'est un miracle dans l'histoire des sauvetages de mineurs", s'est exclamé au cours d'une conférence de presse Lou Lin, responsable du département des questions de sécurité au travail. "C'est probablement l'un des sauvetages les plus incroyables dans l'histoire mondiale des accidents miniers", renchérit David Feickert, expert étranger pour le gouvernement chinois, cité dans l'édition anglophone du quotidien Global Times.
La télévision nationale a montré, mardi, les images des "miraculés", allongés sur des civières, les yeux bandés pour ne pas être blessés par l'éclat de la lumière au terme de leur longue attente dans l'obscurité depuis que l'eau s'était engouffrée, le 28 mars, dans les galeries de cette mine de la province du Shanxi, au sud-ouest de Pékin.
Ceux qui ont échappé à l'accident ont raconté avoir bu de l'eau croupie et mangé des bouts de papiers… Certains d'entre-eux s'étaient attachés au mur avec leurs ceintures afin de ne pas tomber dans l'eau en s'endormant.
L'espoir des sauveteurs avait filtré dès lundi, 190 heures après l'accident, quand ces derniers avaient entendu des coups frappés sur une canalisation depuis le fond de la mine. Les neuf premiers survivants ont pu être sortis du trou lundi à minuit, heure chinoise.
Article paru dans l'édition du 07.04.10
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Tuesday, March 9, 2010
320) China's Economic Imbalance - Stratfor, Global Intelligence
China's Economic Imbalance
Stratfor, Global Intelligence
China’s leadership is walking a tightrope, attempting to balance unsustainable economic growth against potential political unrest. Beijing has managed to stave off a major crisis through repeated stopgap measures, but how long can it continue?
Key Analysis
* Dissecting the ‘Chinese Miracle’
* The Shanwei Shootings and China’s Situation
* China: Riding the Rural Tiger
* Chinese Unions as Beijing’s Tool
* The Enduring Allure of China
* New Credit for Rural Development
China: Facing 'Hostile Forces' and Economic Stress
March 9, 2009 1720 GMT
China is tightening security ahead of anniversaries that could invite unrest in 2009, but instability brought on by economic woes could be Beijing's biggest worry. [more]
China: Economic Slowdown and the National People's Congress
March 5, 2009 1647 GMT
Internal Divisions and the Chinese Stimulus Plan
February 23, 2009 2006 GMT
Related Special Topic Pages
* China’s Involvement in Africa
* U.S.-China Economic Relations
* China’s Military
* Central Asian Energy: Circumventing Russia
External Links
* Economic maps of China
* International Monetary Fund page on China
* China Bureau of Statistics
* World Bank: Quick China Facts
* Chinese income disparity map (2005)
* Chinese GDP growth 1952-2006
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Stratfor, Global Intelligence
China’s leadership is walking a tightrope, attempting to balance unsustainable economic growth against potential political unrest. Beijing has managed to stave off a major crisis through repeated stopgap measures, but how long can it continue?
Key Analysis
* Dissecting the ‘Chinese Miracle’
* The Shanwei Shootings and China’s Situation
* China: Riding the Rural Tiger
* Chinese Unions as Beijing’s Tool
* The Enduring Allure of China
* New Credit for Rural Development
China: Facing 'Hostile Forces' and Economic Stress
March 9, 2009 1720 GMT
China is tightening security ahead of anniversaries that could invite unrest in 2009, but instability brought on by economic woes could be Beijing's biggest worry. [more]
China: Economic Slowdown and the National People's Congress
March 5, 2009 1647 GMT
Internal Divisions and the Chinese Stimulus Plan
February 23, 2009 2006 GMT
Related Special Topic Pages
* China’s Involvement in Africa
* U.S.-China Economic Relations
* China’s Military
* Central Asian Energy: Circumventing Russia
External Links
* Economic maps of China
* International Monetary Fund page on China
* China Bureau of Statistics
* World Bank: Quick China Facts
* Chinese income disparity map (2005)
* Chinese GDP growth 1952-2006
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Thursday, October 8, 2009
49) China Fragile Superpower, a book by Susan Shirk
Book:
Susan L. Shirk
China: Fragile Superpower
(New York: Oxford University Press, 2008)
The cover page of this book asks "How China's Internal Politics Could Derail its Peaceful Rise", and the cover photo shows a manifestation: a huge crowd, a leading student with a red banner and a security officer in the melée trying to communicate by talk-phone.
In fact, this interesting book about China, by the Professor at University of California (San Diego) Susan Shirk, deals not only with chinese domestic problems, but also external challenges, such as the United States, Japan, Taiwan, and its rise as "responsible power".
The book, in its paperback edition of 2008 (there was a first edition in 2007), refers to the Olympic Games in Beijing and the terrible earthquake in Sichuan province, not least with the protests in Tibet and some other recent developments.
I quote from the Preface to this new edition:
"At the 17th National Congress of the Chinese Communist Party in October 2007, there was a lot of talk about 'democracy' within the Party, but no significant progress toward allowing Party members or mid-level officials to vote for the top post within the Party as Vietnam, for example, is now doing. The Chinese oligarchy continued its traditional practice of leadership succession behind closed doors. They compromised on a package deal that elevated the number of young leaders into the top ranks and picked Xi Jinping, the one of them conspicuously not associated with current leader Hu Jintao or anyone else, to become number one when Hu steps down five years from now.
Nor has electoral democracy been introduced at lower levels except in villages, which are not units of government. Elections at the next-highest level, the township, have been banned." (p. ix)
Contents
1. Strong Abroad but Fragile at Home, 1
2. China's Economic Miracle, 13
3. Domestic Threats, 35
4. The Echo Chamber of Nationalism: Media and the Internet, 79
5. The Responsible Power, 105
6. Japan: "When the Chinese People Get Angry, the Result is Always trouble", 140
7. Taiwan: "A Question of Regime Survival", 181
8. The United States: "External Troubles Can Become Internal Troubles", 212
9. China Weakness, America's Danger, 255
Appendix: Chinese and Japanese Periodicals
Excerpts:
2. China's Economic Miracle:
"Deng explained that 'one important reason for China's backwardness after the industrial revolution in Western countries was its closed-door policy', and that opening the door would enable China 'to make use of capital from foreign countries and of their advanced technology and experience in business managment'. (Note 25: Deng Xiaoping, "Building Socialism with a specifically Chinese Character", Selected Works, vol. 3 (Beijing: People's Publishing House, 1993) 64 (...) quoted in Wu Jinglian, Understanding and Interpreting Chinese Economic Reform (Mason, Ohio: Thomson Southwestern, 2005), p. 294.)
Back in the Ming Dinasty (1368-1644), China traded extensively over the Silk Road and sea routes. The Qing Dinasty, however, banned maritime trade with foreign countries, until China was forced open by European imperialist powers. Under Mao, the PRC walled itself off from the world and fell increasingly behind Europe, the United States, Japan, and even Korea and Taiwan." (p. 19)
"This socialist country now has one of the most privatized health-care systems in the world. (...) National spending for eduction, 3.28% of GDP (2003), is well below the 4.1 percent that is the average for developing countries, and many rural poor cannot afford the high-school fees." (p. 33)
Susan L. Shirk
China: Fragile Superpower
(New York: Oxford University Press, 2008)
The cover page of this book asks "How China's Internal Politics Could Derail its Peaceful Rise", and the cover photo shows a manifestation: a huge crowd, a leading student with a red banner and a security officer in the melée trying to communicate by talk-phone.
In fact, this interesting book about China, by the Professor at University of California (San Diego) Susan Shirk, deals not only with chinese domestic problems, but also external challenges, such as the United States, Japan, Taiwan, and its rise as "responsible power".
The book, in its paperback edition of 2008 (there was a first edition in 2007), refers to the Olympic Games in Beijing and the terrible earthquake in Sichuan province, not least with the protests in Tibet and some other recent developments.
I quote from the Preface to this new edition:
"At the 17th National Congress of the Chinese Communist Party in October 2007, there was a lot of talk about 'democracy' within the Party, but no significant progress toward allowing Party members or mid-level officials to vote for the top post within the Party as Vietnam, for example, is now doing. The Chinese oligarchy continued its traditional practice of leadership succession behind closed doors. They compromised on a package deal that elevated the number of young leaders into the top ranks and picked Xi Jinping, the one of them conspicuously not associated with current leader Hu Jintao or anyone else, to become number one when Hu steps down five years from now.
Nor has electoral democracy been introduced at lower levels except in villages, which are not units of government. Elections at the next-highest level, the township, have been banned." (p. ix)
Contents
1. Strong Abroad but Fragile at Home, 1
2. China's Economic Miracle, 13
3. Domestic Threats, 35
4. The Echo Chamber of Nationalism: Media and the Internet, 79
5. The Responsible Power, 105
6. Japan: "When the Chinese People Get Angry, the Result is Always trouble", 140
7. Taiwan: "A Question of Regime Survival", 181
8. The United States: "External Troubles Can Become Internal Troubles", 212
9. China Weakness, America's Danger, 255
Appendix: Chinese and Japanese Periodicals
Excerpts:
2. China's Economic Miracle:
"Deng explained that 'one important reason for China's backwardness after the industrial revolution in Western countries was its closed-door policy', and that opening the door would enable China 'to make use of capital from foreign countries and of their advanced technology and experience in business managment'. (Note 25: Deng Xiaoping, "Building Socialism with a specifically Chinese Character", Selected Works, vol. 3 (Beijing: People's Publishing House, 1993) 64 (...) quoted in Wu Jinglian, Understanding and Interpreting Chinese Economic Reform (Mason, Ohio: Thomson Southwestern, 2005), p. 294.)
Back in the Ming Dinasty (1368-1644), China traded extensively over the Silk Road and sea routes. The Qing Dinasty, however, banned maritime trade with foreign countries, until China was forced open by European imperialist powers. Under Mao, the PRC walled itself off from the world and fell increasingly behind Europe, the United States, Japan, and even Korea and Taiwan." (p. 19)
"This socialist country now has one of the most privatized health-care systems in the world. (...) National spending for eduction, 3.28% of GDP (2003), is well below the 4.1 percent that is the average for developing countries, and many rural poor cannot afford the high-school fees." (p. 33)
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